Mais de dez anos depois de sua estreia com Meu RapJazz, Tássia Reis segue construindo uma das obras mais coerentes e inventivas da música brasileira contemporânea. Cantora, compositora, atriz e comunicadora, ela vem atravessando gêneros, linguagens e gerações com liberdade criativa e a força da palavra como guia.
Em novembro, essa história ganhou um novo marco: sua contagiante performance no Tiny Desk Brasil, programa que valoriza a essência da música em seu estado mais puro. A apresentação – marcada por maturidade, entrega e presença – traduziu em som e gesto a trajetória de uma artista que amadureceu sem perder o centro.
“Amo a sensação do dia em que gravamos, ela ainda vive em mim, reverberando. Algumas vezes na vida já me senti assim, como se eu estivesse fazendo algo que iria mudar a química do meu cérebro pra sempre – e acho que mudou mesmo!”, conta Tássia. “Vocês não sabem o tamanho do desafio que é gravar sem monitor, é muito cru, ainda mais na era da alta tecnologia no palco. Fazer o inverso foi muito interessante e instigante. No fim, me senti plena, feliz, super animada e muito presente. É muito bom realizar sonhos”.
A performance reuniu uma síntese de sua obra: entre os hits destacados no repertório, Bem Longe do Fim, Dollar Euro, Vida de Atriz, Topo da Minha Cabeça e Asfalto Selvagem.
Mais do que celebrar um marco, Tássia transforma a experiência no Tiny Desk em combustível criativo – um lembrete do quanto sua arte se renova a cada ciclo.
“Estou completamente apaixonada pela repercussão do nosso Tiny desk! Acho que eu tava tão feliz na gravação que muita gente conseguiu sentir. Muito gratificante, e muito lindo receber todo o carinho e o reconhecimento pelo meu trabalho e obra”.
Hoje, Tássia segue ampliando o alcance da própria arte, transitando pelo jazz, rap, soul, trap, pop, samba e R&B. Entre o íntimo e o político, o presente e o porvir.

