A Justiça de Las Vegas condenou Duane Keffe D Davis à prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional após 40 anos. A decisão encerra um capítulo de quase três décadas sobre o assassinato do rapper Tupac Shakur, ocorrido em 13 de setembro de 1996.
O réu foi apontado pela promotoria como o responsável por organizar a emboscada que vitimou o artista. O crime aconteceu seis dias depois de Tupac ser baleado ao deixar uma luta de Mike Tyson na cidade norte-americana, marcando profundamente a história do hip-hop mundial.
A acusação sustentou que o assassinato foi motivado por vingança após uma briga envolvendo Orlando Anderson, sobrinho do condenado, horas antes dos disparos. As investigações e o veredito também se basearam em declarações dadas pelo próprio réu em entrevistas e em um livro de memórias lançado em 2019.
A defesa argumentou no tribunal a ausência de provas materiais diretas na cena do crime, como a arma e o veículo utilizados pelos atiradores. Apesar disso, o júri considerou os elementos apresentados suficientes para determinar a condenação por homicídio em primeiro grau.
