KondZilla, GR6 e Flint, com apoio da OpenAI, anunciaram o MUTIRÃO.AI, iniciativa que vai oferecer formação em inteligência artificial para comunidades periféricas por meio de um roadshow em diversas cidades do Brasil.
A abertura do projeto, chamada Crias.BR, aconteceu no Museu das Favelas, em São Paulo, reunindo profissionais da indústria criativa e representantes das produtoras para mostrar, na prática, como a IA pode fortalecer desde a criação musical até a gestão de pequenos negócios.
O programa busca democratizar o acesso à tecnologia e impulsionar o empreendedorismo nas periferias, oferecendo palestras, oficinas e laboratórios de criação com ferramentas da OpenAI. Segundo os organizadores, a proposta é ampliar oportunidades na economia criativa e conectar inovação tecnológica ao potencial cultural já presente nesses territórios.
Para Konrad Dantas, fundador da KondZilla, a iniciativa representa um marco. “O funk nasceu da criatividade de quem nunca teve acesso à tecnologia e agora usa a tecnologia para contar suas próprias histórias. A favela sempre foi inovação”, afirma. Em 2026, o MUTIRÃO.AI contará com participações de artistas como Kevinho, Livinho, MC Davi, Lexa, MC Don Juan e MC Hariel, que integrarão imersões criativas ao lado de especialistas em IA.
Em paralelo ao roadshow, também será lançado um programa EAD de inteligência artificial produzido pela Flint, com acesso nacional e trilha contínua de aprendizado. As inscrições já estão abertas no site oficial do projeto. Para Christian Rôças, CEO da Flint, o MUTIRÃO.AI conecta cultura, tecnologia e negócios “para mostrar a potência do Brasil em IA e como a inovação nasce da cultura”.
Representando a OpenAI, o vice-presidente de Parcerias, Varun Shetty, destacou o protagonismo brasileiro no uso de tecnologia. Segundo ele, mais de 50 milhões de brasileiros utilizam ChatGPT mensalmente. “A IA é uma ferramenta de empoderamento. Quando o acesso é democrático, fortalece vozes e talentos”, afirmou.

