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Chai Odisseiana lança teaser da faixa “Cicatrizes”, celebrando o Dia da Consciência Negra

A música se constrói como um rap-manifesto que transforma dor em resistência, resgatando memória ancestral, identidade preta e força periférica.

A MC, cantora e arte-educadora Chai Odisseiana lança o videoclipe de “Cicatrizes”, faixa presente em seu primeiro EP solo, Ela Vem DeLá. A canção nasce como um rap-manifesto que transforma feridas históricas em palavras, ritmo e movimento. Um canto que atravessa o passado e o presente da vivência preta no Brasil sem suavizar a verdade.

O audiovisual chega ao YouTube no dia 19 de novembro, celebrando o Dia da Consciência Negra. Assista ao teaser e se prepare para o que vem por aí. “Cicatrizes” foi composta a partir da necessidade de nomear dores que o racismo estrutural insiste em silenciar. A letra é corpo vivo: carrega marcas de um povo que sofreu, mas também é o sopro vital de quem segue resistindo. Entre denúncia, ritual, memória e afirmação, a faixa se assume como trilha de cura e resistência coletiva.

Musicalmente, “Cicatrizes” une a força do rap nacional à ritualidade afro-brasileira. O beat pesado estabelece um pulso firme enquanto o discurso se acende como reza, tambor e testemunho. É no contraste entre o impacto da batida e o canto da ancestralidade que a música adquire sua potência, uma fusão entre o protesto urbano e o chamado espiritual.

O processo de criação foi visceral. Cada verso surgiu da junção entre vivências pessoais, cotidiano periférico, memória comunitária e a conversa constante com suas ancestrais. O toque do tambor, a pulsação das rimas e os elementos da espiritualidade negra evocam Exu, os terreiros e os quilombos, como quem abre caminhos com som e fé.

O conceito central da obra é revelar as marcas invisíveis deixadas pelo racismo e, ao mesmo tempo, celebrar a permanência e a força de quem sobrevive. Aqui, as cicatrizes não são feridas expostas, mas prova de existência, mapas da luta, testemunho do que se supera e do que se ressignifica.

Assista ao teaser

No verso “A voz do quilombo, quem nos protege não dorme”, encontra-se o coração da faixa: a certeza de que a arte é território de proteção, enfrentamento e reconstrução. Cicatrizes não apenas denuncia, ela reergue, fortalece, acende.

“Essa música é sobre lembrar que nossas marcas contam história. É sobre dor, mas também sobre o que nos mantém de pé. A gente vem de longe e segue”, comenta Chai Odisseiana.

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